Nos últimos dias, The Enemy montou um verdadeiro guia para quem quiser viver ao menos um pouco mais de entretenimento e conforto durante o período de quarentena contra o coronavírus COVID-19.

Você, inclusive, pode conferir tudo logo abaixo:

Ainda assim, o site é composto por um grupo de pessoas com os mais variados gostos e interesses no mundo dos games, que às vezes não se encaixam em um único tema - mas que podem ser uma boa pedida para quem deve ficar em casa pelos próximos tempos.

Por isso, a cada dia o The Enemy atualizará esta lista com uma nova opção de jogo para a quarentena, de jogos grandes a pequenos, de lançamentos de primeira linha até títulos independentes e especiais, com experiências para uma ou várias pessoas, que ajudem com o isolamento.

Confira abaixo:

DIA 1: The Witcher 3: Wild Hunt

The Witcher 3: Wild Hunt - jogo para passar a quarentena The Enemy

Tem mais de 100 horas livres, e quer gastar em uma experiência mais narrativa e complexa? Não existem muitas opções melhores do que o jogo que transformou a CD Projekt RED em um dos maiores estúdios de games do planeta.

Expandindo e melhorando as ideias de seus predecessores em essencialmente todas as formas, The Witcher 3: Wild Hunt é grande, repleto de mistérios a serem descobertos e histórias a serem contadas, e quase todas merecem atenção por parte do jogador.

No papel de Geralt de Rívia, a jornada do game o leva para as mais diferentes direções e a conhecer as mais diferentes pessoas, cujos problemas - em maior ou menor escala - enriquecem e dão um tom especial ao mundo.

Seja tentando salvar o planeta da destruição certa, encontrar sua filha adotiva, lidar com os diferentes lados terríveis de uma guerra de aniquilação, jogar Gwent ou simplesmente livrar a comunidade de uma criatura que os assola, The Witcher 3 brilha ao dar peso e impacto a estas narrativas, e como muitas vezes elas não seguem caminhos óbvios, e o jogador precisa estar atento para isso.

A CD Projekt RED também criou um mundo que reforça exploração, de armas e equipamentos até missões e descobertas especiais espalhadas pelos seus diferentes continentes e regiões.

É um feito e tanto quando as duas expansões de Witcher 3 tem um conteúdo maior e mais bem concebido do que muitos títulos completos por aí.

Há certas barreiras a serem superadas, dos controles (selecione a movimentação alternativa assim que puder) aos diferentes aspectos do combate.

Mas em geral, para quem quiser uma saga longa e de qualidade - e, por acaso, já tiver assistido à série da Netflix -, The Witcher 3 merece uma olhada.

- Victor Ferreira

Disponível para:

CD Projekt RED/Divulgação

DIA 2: Stardew Valley

Stardew Valley games para jogar na quarentena The Enemy

Em momentos de tensão, incerteza e isolamento social, Stardew Valley é um excelente refúgio.

Na pele de um cansado trabalhador que decide mudar radicalmente de vida após abrir a carta de seu falecido avô, você assume um terreno abandonado na simpática cidadezinha do Vale do Orvalho, com o objetivo de viver da terra. A partir daí, a decisão é sua: cultive, cuide de animais, pesque, interaja com os outros habitantes do local, e mais.

Inspirado no clássico Harvest Moon, essa pérola indie é fruto do esforço de um único desenvolvedor. O americano Eric Barone começou a produzir o jogo em 2011, após se formar na faculdade, por sua paixão pelo gênero, e por não ver mais games de "fazendinha" sendo lançados.

Barone se empolgou tanto com a produção do jogo que foi adicionando novos elementos e, no processo, tudo levou cinco anos para ficar pronto. Mas a espera valeu a pena: Stardew Valley é daqueles jogos que parecem simples, mas escondem uma tonelada de segredos e conteúdo.

Comecei a me aventurar no Vale do Orvalho no início da quarentena e, várias horas de jogo depois, continuo aprendendo novas coisas e descobrindo novas possibilidades, que vão de técnicas de cultivo a encontros com entidades sobrenaturais em cavernas com centenas de andares subterrâneos.

Se a sua quarentena pede um pouco de escapismo good vibes, Stardew Valley é a experiência certa para ser feliz.

- Bruno Silva

Disponível para:

Chucklefish Games/Divulgação

DIA 3: FTL: Faster Than Light

FTL: Faster Than Light - jogo para passar a quarentena The Enemy

Sou grande do universo de ficção científica de Star Trek, com seu misto de combates espaciais, diplomacia e alienígenas dos mais diferentes tipos.

Em especial, aprecio os momentos de tensão e estratégia que envolvem toda a missão de pilotar a nave estelar Enterprise para explorar novos mundos, pesquisar novas formas de vida e civilizações - e poucos jogos transmitem pra mim isso forma tão eficiente e simples quanto FTL: Faster Than Light.

No comando de uma nave em fuga, o objetivo é levar informações vitais para uma frota de naves aliadas. Lançado em 2012, FTL ajudou a popularizar o gênero roguelike ao oferecer partidas que sempre mudam e se renovam, oferecendo desafios variados.

Confesso que sinto também algo de reconfortante e profundo no sentimento de solidão que o game transmite. Você nunca sabe exatamente em que confusão vai se meter ao viajar para o próximo ponto do mapa. Situações complicadas podem trazer benefícios, como equipamentos melhores e novos tripulantes. Episódios aparentemente tranquilos podem se converter em grandes tragédias.

Porém, o capitão da nave sempre tem o momento que quiser para ponderar, seja responder uma mensagem de socorro ou decidir se destrói a nave de piratas que está te atacando.

Em tempo, por se tratar de um jogo antigo já dá pra achar ele em plataformas digitais a preços camaradas e até já foi dado de graça na Epic Game Store - ah, e tem versão para iOS também.

- Claudio Prandoni

Disponível para:

Subset Games/Divulgação

DIA 4: Sid Meier's Civilization VI

Sid Meier's Civilization VI recomendação The Enemy

"Só mais um turno", é o que você vai dizer a si mesmo inúmeras vezes na tentativa – quase sempre frustrada – de se convencer a desligar o jogo e retomar sua partida mais tarde. E, enquanto repete esse mantra, continuará acumulando horas e horas de diversão em Civilization VI, mais recente título de uma das mais populares séries de estratégia da história.

Ainda que muitos prefiram Civilization V ou outros títulos mais antigos da franquia, Civilization VI está entre os melhores e mais acessíveis exemplos do que o gênero 4X tem para oferecer – incluindo uma trilha sonora inspiradora.

No comando de líderes históricos como Cleópatra, Teddy Roosevelt, Montezuma e Pedro II (sím!), você deve guiar o desenvolvimento científico, cultural, econômico, religioso, diplomático e militar de sua civilização desde a pré-história até a era das explorações espaciais, tudo enquanto garante sua supremacia frente aos adversários.

Com centenas de diferentes tecnologias, construções, monumentos, unidades militares e decisões para tomar, Civilization VI pode parecer um pouco assustador para iniciantes do gênero, mas as peças do quebra-cabeça logo começam a fazer sentido. Então, você estará pronto para resistir ao teste do tempo – e aí, quem sabe, partir para o multiplayer online.

No mais, Sean Bean empresta sua icônica voz para narrar elementos de jogo e Mahatma Gandhi é o maior fã de bombas atômicas dentre todos os líderes disponíveis. Está esperando o que para começar? 

- Rafael Romer

Disponível para:

Divulgação/Firaxis Games

DIA 5 - Neko Atsume

Mais fácil do que respirar, mais relaxante do que massagem e mais fofo do que... Vídeos de gatinhos? O porém é que Neko Atsume é justamente sobre gatinhos!

Este game mobile é extremamente simples de jogar: você precisa comprar móveis, comidas, brinquedos e bugigangas em geral para atrair diferentes gatos para seu quintal.

Quando eles aparecem, o jogador deve registrá-lo com uma foto, independente da atividade que o gato estiver fazendo no momento. É quase como um jogo de "colecionar gatinhos".

Cada um deles, por sinal, possui uma personalidade própria e alguns são extremamente raros de aparecer, exigindo que o jogador tome algumas medidas para aumentar a porcentagem de aparição do animalzinho.

Existem ainda diferentes cenários para o jardins que, obviamente, exigem mais dinheiro para ser adquirido, o que torna toda a experiência de Neko Atsume ainda mais completa.

Por muitos meses seguidos eu me dediquei a Neko Atsume, jogando-o diariamente até completar a primeira leva de gatinhos. Então, o jogo foi atualizado com novos animaizinhos e objetos para comprar e, bem... Novamente me aventurei em completar a coleção.

É bastante satisfatório completar o álbum dos gatinhos, coletando todos os que aparecem, incluindo os mais raros.

Entretanto, o segredo de Neko Atsume é justamente ele ser um jogo tão simples. Todas as vezes que eu abria o aplicativo para conferir meu jardim, ficava brincando e registrando novas fotos dos animaizinhos e mal notava o tempo passar.

Um game extramente relaxante e divertido.

- Jessica Pinheiro

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DIA 6 - Rocket League

Talvez o maior caso de sucesso entre os jogos de brinde da PlayStation Plus, Rocket League conquista por ter uma premissa simples, mas que pode atingir níveis incríveis de complexidade e plasticidade.

A proposta, em poucas palavras, é literalmente futebol com carros. Organizados em times, os veículos tentam conduzir uma bola gigantesca ao gol.

Misture isso com andar pelas paredes e boosts de velocidade que permitem que seu carro saia voando, e você tem um game que permite as jogadas mais bizarras e incríveis que sua cabeça imaginar.

À primeira jogada, Rocket League pode parecer bastante difícil - e de fato é. Sua curva de aprendizado é bastante longa, mas a sensação de marcar seu primeiro gol não deixa de ser muito prazerosa.

Repleto de cosméticos e toda a ambientação que um game online pode oferecer, o game ainda ganhou um charme a mais ao abolir completamente as loot boxes - méritos da Epic Games nesse aspecto.

Rocket League é provavelmente o game com que mais gastei horas no PlayStation 4, e certamente você irá se divertir bastante com ele.

Breno Deolindo

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DIA 7 - Warframe

O mundo dos ninjas espaciais de Warframe é mais do que apenas bonito em fotos; de todos os jogos free-to-play do início da geração, o misto de RPG e ação da Digital Extremes é o que mais evoluiu nos últimos anos.

O que antes era uma coleção de cenários feitos apenas por corredores e cenas repetitivas de combate, hoje é praticamente um MMORPG completo com cenários de mundo aberto, inúmeros modos de jogo e classes diferentes de personagens.

E o jogo é bom mesmo em um nível muito básico: saltar por aí em alta velocidade enquanto fatia inimigos com uma katana espacial mágica é uma experiência imediatamente divertida.

Warframe ainda tem o trunfo da versatilidade: o game está presente no PC e nos consoles, e roda de maneira impressionante até mesmo no menos poderoso Nintendo Switch.

É uma opção excelente para quem quer despejar dezenas de horas em um único jogo neste período de quarentena.

- Pedro Henrique Lutti Lippe

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Divulgação/Digital Extremes

DIA 8 - Control

Entre os vários títulos fantásticos que 2019 ofereceu, Control conseguiu um lugar especial no meu coração — além de me dar a oportunidade de jogar uma das missões mais incríveis que já joguei em um game (você vai saber quando chegar lá).

Já considerado um dos melhores jogos da Remedy — senão o melhor —, Control mistura tiro em terceira pessoa com combate usando poderes telecinéticos e bastante exploração. Você controla Jesse Faden que, após procurar por anos pelo seu irmão, aparentemente raptado pelo governo, entra em um prédio que desafia as lógicas da física.

A Casa Antiga é o edifício onde fica instalada a agência FBC, especializada em eventos... estranhos, causados por interferência de forças vindas de outra dimensão.

Ali, Jesse acaba ganhando poderes para mover objetos, controlar mentes e até voar, sem contar a posse de uma pistola conectada ao plano astral que se transmuta em outras armas de fogo.

No gameplay é possível desbloquear novas formas da arma, assim como habilidades ativas e passivas de Jesse (poderes e resistências). E o mapa da Casa Antiga é aberto para navegação e oferece várias missões paralelas.

Control, apesar de ser claramente influenciado Twin Peaks, Arquivo X, filmes de Stanley Kubrick e obras do gênero New Weird, traz uma sensação de frescor e originalidade para a biblioteca dessa geração. 

É verdade que o game, justamente por ser incrivelmente bonito, sofre para ter um bom desempenho em algumas plataformas. Porém, jogando um semestre após seu lançamento, as atualizações já melhoraram parte do problema.

Em minha experiência com o PS4 padrão foram apenas quatro ou cinco vezes ao longo de toda a campanha que a taxa de quadros tornou o combate injogável — espaços grandes, com dezenas de inimigos e pedaços de cenário voando pelos ares.

Foram prometidas duas grandes expansões pós-lançamento. A primeira, “The Foundation”, já está está disponível no PS4 (onde o game está em promoção pela PS Store enquanto esse texto é publicado) e é bom epílogo para a campanha. A segunda, “AWE”, vai conectar Control a Alan Wake, outra franquia amada da Remedy. 

Se nessa quarentena você sente que precisa de uma boa história, gameplay TPS diferenciado, uma certa dose de desafio e muita loucura, talvez Control seja uma boa opção. Pelo menos foi pra mim.

- Guilherme Dias

Disponível para:

Divulgação/Remedy

DIA 9 - Session

session

Para quem ama esportes, seja os mais tradicionais como futebol e basquete, até os radicais como skate e surf, a quarentena é algo que muda totalmente sua forma de entretenimento. Por isso, a minha indicação fica para Session, o game de skate que simula facilmente o seu rolê pela cidade!

Com mecânicas não só claramente inspiradas em Skate 3 como adaptadas de maneira correta, o jogo é prazeroso de acertar as manobras e, principalmente, pela dificuldade, te colocando nas ruas novamente após seus vários erros até que, finalmente, você consegue acertar o que planejava fazer.

Para melhorar, no último mês Session recebeu diversas atualizações, com direito a novos spots e novas tricks. E por onde passa, você se sente no meio da cidade, com músicas que encaixam perfeitamente com o jogo.

Tudo isso faz com que a sua sessão de skate seja quase uma terapia durante este momento difícil que passamos.

No fim, Session é uma ótima opção para quem sente falta do asfalto e para amantes do esporte!

- Angelo Sarmiento

Disponível para:

crea-ture Studios Inc./Divulgação

DIA 10 - Devil Daggers

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Viu a minha recomendação do Dia 1? Devil Daggers é, diria, essencialmente uma antítese conceitual para The Witcher 3: Wild Hunt.

Enquanto The Witcher 3 é largo e expansivo, Devil Daggers tem um espaço limitado; se o primeiro tem uma história envolvente e cheia de reviravoltas, o segundo não tem absolutamente nada; se um tem gráficos realistas e naturais até hoje, o outro tem uma clara inspiração em clássicos do início dos anos 1990, em particular Doom e Quake.

E a jogatina de Devil Daggers também pode levar horas, mas basicamente repetindo o mesmo loop de novo e de novo e de novo.

E de novo.

No game, você deve eliminar o maior número de inimigos possível antes de ser atingido, e isso é muito mais difícil do que parece. Mas a cada fracasso, você sente que pode fazer melhor, e o ciclo recomeça.

É uma das experiências mais rápidas (tanto em termos de velocidade quanto duração) e frenético que já joguei, e requer toda a sua atenção para avançar o máximo possível antes de, inevitavelmente, ser derrubado.

Além de tudo? Ele é extremamente barato, saindo por R$ 10 - e, provavelmente, rodando em qualquer computador feito desde (no mínimo) 2010.

- Victor Ferreira

Disponível para:

Sorath/Divulgação

DIA 11 - Crusader Kings II

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Seus jogos acabam rápido? Precisa de mais horas de campanha para combater a quarentena? Seus problemas acabaram!

Em Crusader Kings II, você controla um membro de uma dinastia a sua escolha. Pode ser um jarl viking no ano 800 pronto para invadir a Inglaterra, ou talvez um rei xiita no oriente médio batalhando pelo controle de Jerusalém. Iniciar guerras santas como o imperador do Sacro Império Romano, ou esperar para invadir a europa com os mongóis comandados por Genghis Khan

A mecânica do jogo é similar a um jogo de tabuleiro. Você possui os seus territórios e exércitos, e os ordena seguindo uma hierarquia feudal, com reis, duques, condes e barões, que respondem a você e seguem suas ordens - mas também podem se revoltar ou não pagar impostos se você não mantiver um bom relacionamento com eles.

E relacionamento é tudo neste jogo, porque você controla um membro de uma dinastia no decorrer da vida deles, e assim que ele morre, você passa a controlar o herdeiro com base nas suas leis de herança (sim, você pode mudar diversas leis do seu reino).
 
Com muita personalização de personagens, decisões e ações que o seu personagem pode tomar dependem do seu nível de Diplomacia, Marcial, Administração, Intriga e Aprendizado, e muitas outras coisas podem influenciar o seu nível em cada uma.
 
Controlar gerações, iniciar guerras santas, expandir o seu território, assassinar inimigos e opositores, entrar em uma seita secreta... Há muitas coisas pra fazer no Crusader Kings II, e certamente a quarentena é o momento perfeito para testar tudo isso.
 
Recomendo ainda procurar alguns tutoriais e gameplays no YouTube para não ficar muito perdido. Este daqui me ajudou muito (assista na velocidade 2x).

- Bruno "LeonButcher" Pereira

Disponível para:

Paradox Interactive/Divulgação