Quando o assunto é criar games que resgatem o estilo de clássicos dos anos 80 e 90 poucos estúdios são tão competentes quanto a Joymasher.

A pequena produtora brasileira lançou no passado títulos excelentes como Oniken e Odallus: The Dark Call, ambos ao estilo 8-bits, e agora se arrisca com Blazing Chrome, que mira na estética da era Mega Drive e Super Nintendo.

Literamente: o jogo é uma legítima homenagem aos games da série Contra lançados na época, com um pouco também de Metal Slug e outros jogos de aventura do período.

A ação é rápida, objetiva e intensa, com formato que remete também a fliperamas. Você escolhe dentre fases disponíveis para enfrentar, cada uma com níveis diferentes de dificuldade e uma ou outra surpresa em termos de mecânica.

Seja jogando sozinho ou com mais uma pessoa no mesmo aparelho (infelizmente, nada de multiplayer online), o lance é encarar ondas frenéticas de inimigos que atacam por todos os lados e não dão muito tempo para respirar.

Nem sempre é possível planejar e ir com cuidado, o essencial é reflexo rápido e aprender o máximo sobre o formato de cada nível e os padrões de ataque dos inimigos para fazer melhor na próxima tentativa.

E, pode ter certeza, isso vai acontecer bastante.

Blazing Chrome não economiza na dificuldade e traz um jogo bem desafiante, mas que nunca parece injusto. A precisão dos controles é excelente e há boa variedade de armas e power ups que garantem solução para qualque problema.

É um daqueles jogos em que ao perder vidas você fica com a impressão de que pode fazer melhor, não de que o game foi injusto - ainda que as constantes mortes e chuvas de tiro certamente tirem a tranquilidade de muita gente.

A dificuldade inclusive ajuda a prolongar o apelo do jogo, que é relativamente curto, com apenas seis fases. É possível desbloquear mais personagens e modos de partida, que incentivam a encarar novamente os inimigos, mas com mecânicas diferentes.

Em termos gráficos, o game é perfeito na proposta, desde os efeitos das explosões, os detalhes extremamente pixelados, os efeitos rudimentares de rolagem de tela e wireframe para simular objetos 3D e por aí vai. Isso vale também para os efeitos sonoros e músicas, que contam até com vozes digitalizadas em momentos pontuais, que reforçam aquele clima de fliperama dos anos 90.

Blazing Chrome é uma produção excelente, que compensa toda a espera e marca também um novo patamar de qualidade para a Joymasher, que consegue mais uma vez resgatar o passado com um nível de capricho capaz de rivalizar com os títulos do presente.

  • Publicadora

    JoyMasher

  • Desenvolvedora

    JoyMasher

  • Gênero

    Plataforma

Nota do crítico