É muito impressionante o que a Panic Button Games tem feito com o Switch.

Depois de uma impressionante adaptação de Doom para o console da Nintendo, o estúdio volta a repetir a façanha com Wolfenstein II: The New Colossus.

É sim uma versão graficamente muito inferior do que as lançadas para PlayStation 4, Xbox One e PC, mas que preserva os mesmos conteúdos e fluidez na experiência vistas em outras plataformas.

No que o jogo perdeu em qualidade gráfica ganhou em praticidade, valorizando bastante o lado portátil do Nintendo Switch.

De fato, em muitos momentos o jogo parece ficar mais bonito na telinha em modo portátil do que quando conectado à televisão, mostrando o quanto tudo foi adaptado e otimizado.

E, convenhamos, para alguém se interessar pela edição de Switch só agora, meses depois que Wolf já apareceu em outras plataformas (e, principalmente, já caiu bastante de preço) é porque o aspecto portátil do videogame tem um peso grande.

Em tempo, a qualidade gráfica caiu bastante, mas só em comparação direta com as outras edições. De maneira geral, The New Colossus não é um jogo feio, apresentando até alguns efeitos elaborados atuando em conjunto, como luz volumétrica e destruição de ambientes.

O que mais incomoda é a resolução, que se adapta de forma dinâmica à ação para não prejudicar o desempenho da taxa de quadros, e às vezes cai bastante, deixando tudo meio borrado. Ainda assim, o sacrifício se justifica pois permite que as trocas de tiros quase não sofram slowdowns e outros problemas do tipo.

A título de curiosidade e igual aconteceu em Doom, há opção de usar controles de movimento, que funcionam de forma satisfatória, mas passam longe de ser a melhor maneirade curtir o game.

Vale o aviso também: mesmo comprando o game em cartucho é necessário baixar cerca de 9 GB de dados para poder jogar, exigindo bastante de cartões de memória e da escassa memória interna do Switch.

No restante, Wolfenstein II: The New Colossus preserva ação frenética intensa e uma incrível história, que mostra o herói William "B.J." Blazkowicz enfrentando nazistas em um mundo em que o Terceiro Reich venceu a Segunda Guerra Mundial. Para mais detalhes, recomendo ler o review do intrépido Rafael Romer, é só clicar aqui.