Não poderia haver uma homenagem mais sincera à história da Turma da Mônica nos games do que Mônica e a Guarda dos Coelhos. O game produzido pelo estúdio paulistano Mad Mimic pega a temática que consagrou a personagem no Master System, e a recria em um título perfeito para partidas cooperativas.

A homenagem se dá até no processo de produção do jogo. Enquanto o clássico Mônica no Castelo do Dragão era uma adaptação de Wonder Boy in Monster Land, Guarda dos Coelhos pega emprestado a mesma estrutura de jogo de No Heroes Here, jogo de defesa de torre lançado pela Mad Mimic em 2017.

Guarda dos Coelhos traz novamente o Capitão Feio como ameaça, desta vez no comando de um exército de monstros de sujeira, e cabe a turma do bairro do Limoeiro defender castelos ao longo do reino de suas invasões. Inicialmente, você conta apenas com Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, e depois mais personagens podem ser desbloqueados.

Mônica e a Guarda dos Coelhos
MSP/Mad Mimic/Divulgação

Na prática, você tem quatro mundos com cinco castelos cada, em partidas que podem comportar até quatro jogadores. Em estilo defesa de torre, você deve defender o cenário de ondas de inimigos, carregando canhões de pólvora e munindo-os de coelhos com poderes mágicos.

Como o processo de armar os canhões é dividido em várias etapas, há uma cadência que favorece o jogo em equipe, dividindo as tarefas sem deixar que os monstros cheguem as portas do castelo.

O visual adota também o estilo 8-bit, evocando os tempos áureos de consoles como o Master System, ainda que os gráficos deste jogo, com muito mais cores e detalhes nos cenários, e as movimentações sejam mais elaboradas, com mais quadros por segundo de animação.

Mônica e a Guarda dos Coelhos não tem mistério: utilizando alguns dos personagens mais famosos do quadrinho nacional, o game diverte, especialmente se a ideia for jogar com amigos. Simples, direto ao ponto e competente.

 

 

extras/capas/monica.png
Mônica e a Guarda dos Coelhos
Nota do crítico