Desde seu anúncio já dava para perceber, mas o gameplay não deixa dúvidas: The Outer Worlds é um Fallout espacial.

Existe um DNA em comum aí, já que a Obsidian tem no currículo Fallout: New Vegas. De lá, vem os aprendizados para criar um sistema de jogo que lembra muito os RPGs da Bethesda, agora em uma temática de exploração do espaço.

The Outer Worlds mostra um mundo no qual corporações tomaram a dianteira nos esforços da humanidade em desbravar e colonizar novos planetas. A demonstração de 20 minutos que vimos na E3 2019 se passava em Monarch, o primeiro planeta a ser colonizado.

Cada planeta deve ter características únicas dentro do universo de Outer Worlds. Monarch, por exemplo, viu seu processo de terraformação - que modifica as condições naturais para tornar o local habitável para humanos - deixar a flora e a fauna naturais ainda mais perigosos, tornando uma colonização inviável.

O resultado é um local embargado por empresas e governo, onde todas as mercadorias são contrabandeqdas. Nesse contexto, a missão mostrada na demo nos colocou a serviço de Catherine Malin, manda-chuva de Fogwark, um local de vícios e do submundo do crime.

Malin quer que eliminemos o chefe de uma fábrica de processamento de carne que está ganhando rios de dinheiro. Aqui, ja entra uma das características famosas de Fallout: a extensa variedade de diálogos, com opções únicas dependendo dos atributos de seu personagem.

Um personagem com muita força, por exemplo, poderia intimidar Catherine, enquanto um personagem carismático conseguiria mentir mais facilmente. As vezes, até mesmo a saída improvável funciona: um personagem burro pode falar o que ninguém espera e dá certo.

De acordo com a Obsidian, cada missão tem vários desfechos e várias maneiras de ser completada. Tome como exemplo a missão de invadir a fábrica de carne: podemos arrombar a porta da frente (e lidar com um exército de robôs), podemos nos disfarçar, ou podemos buscar uma entrada alternativa andando por um perigoso esgoto.

O combate de Outer Worlds também traz diversas influências do Fallout moderno, com um poder que diminui a percepção do tempo e, na prática, funciona como o sistema VATS. Você pode até atirar em partes específicas do corpo do inimigo.

No entanto, um elemento diferencia Outer Worlds: você pode andar com mais de um companheiro no mapa, e pode melhorar a colaboração entre sua equipe por meio de pontos de atributo.

Os desenvolvedores da Obsidian optaram por invadir a fábrica pelos esgotos, e descobriram que o negócio lucrativo de Monarch é, na verdade, uma fazenda de cultivo de porcos que tem tumores de bacon nas costas.

Foi preciso apenas se esgueirar para chegar ao dono da fábrica, mas havia outras possibilidades: arrombar fechaduras (outro elemento famoso em games da Bethesda) ou hackear terminais para ganhar controle de robôs (um clássico de Fallout).

As semelhanças são óbvias, mas isso não é necessariamente algo negativo. Fallout: New Vegas é considerado por muitos o melhor dos games da era moderna deste RPG pós apocalíptico, e a força de seu roteiro é uma das qualidades que a Obsidian certamente deve trazer para The Outer Worlds.

O final da missão é um ótimo exemplo: ao encarar o dono da fábrica, os desfechos eram muitos. Havia a opção de matá-lo - como Malin queria -, a opção de traí-la e ganhar um estoque vitalício de bacon, ou até mesmo propor uma aliança entre as duas partes.

Essa liberdade de ações é um dos melhores elementos de um RPG e, no que depender da promessa de The Outer Worlds, será um prato cheio para quem gosta do gênero.

  • Lançamento

    25.10.2019

  • Publicadora

    Private Division

  • Desenvolvedora

    Obsidian Entertainment

  • Plataformas

    PlayStation 4 Xbox One PC