Apesar do presente ser desanimador, a MIBR foi recebida com bastante otimismo ao anunciar o retorno da tag ao CS:GO. Em 2018, a relação desgastada entre os jogadores e a SK Gaming já era mais do que pública, e a boa sequência de títulos no fim de 2017 mostrava que ainda havia potencial para brigar por títulos.

Em algum momento, entretanto, as coisas desandaram. Desde que a SK passou a vestir a camisa da MIBR, apenas uma taça foi levantada: a da Zotac Cup Masters, que não possuía nenhum grande time do cenário na disputa.

Completando quase dois anos de equipe, a Made In Brazil já disputou grandes campeonatos com sete elencos diferentes - descontando a participação de swag na BLAST Pro Series, já que a ausência de fer tinha motivos médicos.

Atualmente entre as 20 melhores equipes do mundo, de acordo com o HLTV, o elenco de Gabriel “FalleN” também está entre as que mais trocaram de jogadores nos últimos dois anos. No top 20, ela só fica atrás da Cloud9, que teve nove trocas nesse período - e que, convenhamos, também não vive a melhor das fases.

As cinco melhores equipes do mundo deixam ainda mais clara a importância de uma line-up estável. Com exceção da G2, nenhum dos elencos teve mais de três alterações desde junho de 2018.

Nesse infográfico, relembramos todas as trocas de line-up da MIBR, juntamente com alguns dos momentos mais importantes na história da equipe. Confira:

O futuro da equipe com trk é incerto, mas é curioso observar a mudança de estratégia da equipe em suas contratações. Inicialmente, a MIBR apostava em jogadores já consagrados ou que, no mínimo, tivessem boa experiência na carreira.

Stewie e tarik foram campeões de Major; LUCAS1 e kNg, finalistas; TACO e felps dispensam qualquer apresentação.

O argentino meyern foi a primeira grande aposta da equipe em um jogador jovem - algo que não acontecia desde a contratação de coldzera, em épocas de Luminosity. A experiência em alto nível de meyern era próxima de nula, tendo participado apenas de uma ESL Pro League e de uma ECS (onde, inclusive, deu algum trabalho para a Astralis) pela Sharks .

A grande questão é: o período de quase seis meses é o suficiente para que meyern se adaptasse ao cenário de alto nível? O argentino conseguia trocar tiros com tranquilidade no Brasil, mas sofreu com baixos frags e nunca brilhou como fazia antes da mudança para a MIBR, indicando que poderia haver mais espaço para crescimento.

A novidade trk, por sua vez, já está nos Estados Unidos há um tempo, mas a Team One nunca chegou a figurar entre as equipes mais relevantes do cenário internacional; assim, o jogador também pode sofrer um pouco com a transição.

De uma forma ou de outra, fica claro que falta paciência para as mudanças na equipe. A MIBR não manteve uma line-up por mais de seis meses desde seu retorno, e acumula três punições por mudança de elenco no ranking que classificará as equipes para o Major do Rio de Janeiro, colocando até mesmo sua vaga no evento em cheque.

Parece inviável realizar mais uma mudança antes do torneio. Pelo bem ou pelo mal, a MIBR será praticamente obrigada a insistir em uma line-up, e fica a esperança de que os resultados sejam positivos.