As eleições da Índia começam nesta quinta-feira (11) e, para ajudar no combate contra a manipulação de notícias e manter a "integridade eleitoral" ao longo de todo o evento, o Facebook revelou qual medida irá tomar em sua rede social (via Reuters).

A ideia é usar uma ferramenta de detecção de vídeos, textos e imagens manipulados com base em tecnologia de ponta. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (8) por Katie Harbath, diretora de políticas públicas para eleições globais.

O sistema, porém, ainda é falho quando se trata de propagandas políticas e, para melhora-lo, Harbath faz um apelo por mais regulações do governo para gastos com publicidade. Vale lembrar que na Índia está a maior base de usuários do Facebook atualmente.

Só em 1º de abril a companhia removeu mais de 500 contas e 138 páginas conectadas a um partido de oposição na Índia por "comportamento coordenado não-autenticado" - um termo do Facebook para lidar com contas falsas em massa - além de páginas dedicadas a governantes com milhões de seguidores.

O histórico de notícias manipuladas (ou fake news) chegou ao seu auge com as eleições dos Estados Unidos em 2016 e mais recentemente, com as do Brasil em 2017. Desde então, muitos países como a Índia e o Reino Unido estão tentando alinhar medidas juntamente de empresas de rede social para combater esta onda.

Segundo Harbath, o Facebook já consegue detectar rapidamente matérias com teor político viral e aplicar identificadores de fatos, pois se juntou a sete companhias do segmento na Índia para analisar essas histórias. Ainda há, contudo, melhorias a serem aplicadas no processo.

Isso porque a tecnologia não consegue impedir a reprodução de duplicatas de vídeos manipulados, por exemplo, e ainda falha em identificar versões de páginas, vídeos, textos ou imagens falsas levemente modificadas.

De toda forma, quando uma publicação for identificada como falsa, o Facebook irá reduzir sua circulação em 80% pela rede e, quando o conteúdo for pago ou publicado por terceiros na Índia, deverá ser exibido um aviso no post sobre sua origem.

Os anúncios, por sinal, exigem um certificado da Comissão Eleitoral da Índia, bem como um nome para o grupo que está oferecendo o conteúdo, um número de telefone e um endereço.

Ainda assim, Harbath admite que uma mesma pessoa pode registrar múltiplos nomes, números e endereços e, portanto, faz outro apelo para a criação de mais regulações governamentais.