O Schwules Museum, em Berlim, abriu uma exposição inteiramente dedicada à cultura LGBTQ nos games. A Rainbow Arcade, como o próprio nome diz, leva os visitantes ao longo de um arco-íris, mostrando que a presença LGBTQ nos jogos eletrônicos já existia desde a década de 80.

Com conteúdos que datam desde 33 anos atrás, a exposição conta com alguns games jogáveis. Entre eles, está Caper in the Castro. Lançado em 1989, o jogo é protagonizado pela detetive lésbica Tracker McDyke, que investiga o desaparecimento de sua amiga, a drag queen Tessy LaFemme.

Adrienne Shaw, professora da Universidade de Temple, foi co-curadora da exposição e também uma das responsáveis por arquivar a presença queer em games, fundando o LGTBQ Video Game Archive em 2016: "Antes do Arquivo, não havia uma compreensão histórica do conteúdo LGBTQ nesse meio. Isso deixava bastanet fácil esquecer que esse tipo de conteúdo sempre esteve nos games", ela explica ao The Guardian.

Jan Schnorrenberg, outros dos curadores, completa afirmando que nem sempre essas histórias são explícitas, mas que os fãs rapidamente percebem as referências: "Fãs são capazes de encontrar representatividade onde ela não está publicamente declarada, ou onde os desenvolvedores não pensaram sobre as implicações do que fizeram".

Ele até menciona a consagrada franquia Metal Gear Solid, que já teve várias frases que remetem à homoafetividade estampadas em uma camiseta.

A Rainbow Arcade fica em exposição no Schwules Museum até o dia 13 de maio.