Uma pesquisa da Universidade de Oxford indicou que não há correlação entre comportamento agressivo em jovens e contato com games violentos. O experimento reuniu 1004 adolescentes entre 14 e 15 anos, e a mesma quantidade de pais ou responsáveis - totalizando 2008 participantes.

O estudo analisou o conteúdo de vários jogos de acordo com suas classificações indicativas na Europa e nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que recebia relatos comportamentais dos responsáveis pelas crianças. Diferente de pesquisas prévias sobre esse assunto, os cientistas divulgaram o método usado com antecedência, garantindo mais credibilidade.

Os pesquisadores ainda discutem a relevância de outros estudos nessa área, que apresentavam conclusões contrárias: "Nossas descobertas sugerem que o viés de pesquisadores podem ter influenciado estudos prévios, distorcendo nosa compreensão dos efeitos dos video games", afirmou Netta Weinstein, co-autora do estudo, ao Open Access Government.

"Parte do problema na pesquisa de tecnologia é que há muitas maneiras de analisar os mesmos dados, o que produzirá resultados diferentes. Um resultado escolhido a dedo pode adicionar um peso desnecessário ao pânico moral que cercam os video games", completa Andrew Przybylski, chefe da pesquisa e Diretor do Instituto de Internet de Oxford.