De acordo com o site Waypoint, funcionários da Riot Games estão considerando uma paralisação em protesto contra atitudes recentes da empresa.

A reação dos trabalhadores vem após uma reportagem do site Kotaku revelando que o estúdio de League of Legends quer impedir seus atuais e antigos empregados de mover ações legais contra ele, a exemplo dos processos sobre a cultura de sexismo dentro da companhia.

"Conversas sobre uma paralisação começaram a rolar entre um número de pessoas com vários níveis de investimento desde a publicação do primeiro artigo do Kotaku", disse uma fonte. "E a chefia prometeu consistentemente transparência/ações a serem tomadas e não cumpriu esta promessa."

De acordo com a reportagem do Waypoint, não há informações de números de empregados envolvidos na paralisação, mas uma fonte disse que o grupo tem "apoio de um grande número de pessoas que não estão envolvidas diretamente no planejamento."

Em um comunicado interno via Slack, a chefe de diversidade da empresa, Angela Roseboro, concedeu o aviso da possível paralisação.

"Também estamos cientes que possa haver uma paralisação no futuro, e reconhecemos que alguns Rioters não sentem que estão sendo ouvidos", escreveu. "Queremos abrir um diálogo na segunda e convidá-los a se juntar a nós em sessões de pequenos grupo em que podemos falar sobre seus receios, e providenciar o máximo de contexto possível sobre onde chegamos e porque."

Em resposta, o CEO da Riot, Nicolo Laurent, divulgou um pronunciamento para a imprensa:

"Estamos orgulhosos de nossos colegas por defenderem no que acreditam. Sempre queremos que os Rioters tenham a oportunidade de serem ouvidos, então vamos nos sentar hoje com eles para ouvir suas opiniões e saber mais sobre suas perspectivas sobre mediação. Também vamos discutir este tópico durante nosso debate bissemanal de toda a companhia na quinta. Ambos são fóruns importantes para discutirmos nossa política atual e ouvir o retorno dos Rioters, que são partes importantes para avaliar todos os nossos procedimentos e políticas, incluindo os relacionados a mediação."

Cláusulas de mediação forçadas, temem profissionais, deixariam a situação de empregados mais precária, ao remover disputas da Justiça.

"Organizar uma paralisação requer muita coragem, e vemos Rioters se organizando para mostrar a verdade aos poderosos como um exemplo inspirador de como trabalhadores de games pode se unir para melhorar a indústria", declarou Emma Kinema, organizadora do grupo Game Workers Unite, voltada para a sindicalização da indústria de jogos eletrônicos.